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18 junho 2013

Mas que falta de educação!!!

Politiquices à parte e sublinhando que não faço parte de nenhum partido, nem sou de um ou de outro (sei apenas do que não sou), não podia deixar de comentar a greve dos Professores.



Professores pelos quais nutro um enorme respeito. Respeito que, desta vez, não tiveram por aqueles que deviam ser os meninos dos seus olhos... os alunos. E sim, percebo e acredito que as suas condições não sejam as melhores. Nunca foram e se tudo está pior bem sei que a educação não é excepção e encontrando-se até numa fase descendente (basta lembrarmo-nos das notícias sobre os cortes na música, por exemplo), mas a greve no dia dos exames??? A sério???

Compreendo e assino por baixo que com as condições precárias existentes a educação poderá estar perdida. Acredito que, para além de todas as outras lacunas existentes na área, se os recursos humanos, no caso os Professores, não estão motivados a sua disponibilidade mental não é inteira (naturalmente). Quem paga? Os alunos que não aprendem como deveriam... Aliás, em última análise, quem paga? O país, o futuro! É cliché, mas verdade... Eles são o nosso futuro.

E por tudo isso compreendo que se lutem por melhores condições (nesta ou noutra classe, diga-se), mas volto a perguntar: Greve no dia dos Exames??? A sério??? Acho uma falta de respeito para com os alunos! Não será até uma falta de educação??!!!! Repare-se que não deixa de ser faltar a um compromisso.

Mas afinal ganharam alguma coisa? Quem saiu prejudicado? Achavam mesmo que iria surtir algum efeito? Nada tem tido impacto!

Já cantava aquela música que "hoje há manifestação, aulas não!"... Neste caso: Ontem houve manifestação, exames mais ou menos!

Dó

09 maio 2013

De pequenino... Até nos exames!

Pois parece que as crianças agora têm exames nacionais desde tenra idade... Na minha altura era mais tarde, mas parece que estão a querer melhorar/alterar o sistema de educação (apesar de cortarem na música... - aliás, quanto a isto não sei porque não se corta também na educação fisica, na educação visual -não sei se ainda assim se chama- e se formos por aí... em tudo, mesmo!), mas isto era só um aparte e sim, percebo que o estado do país não é dos melhores, mas não acho bom cortar no futuro do mesmo (pronto, pronto vou-me calar até porque não tenho nenhuma solução alternativa para apresentar).

Voltando aos exames... As crianças ficam mais preparadas e na realidade começam a preparar-se para os tais exames bastante tempo antes. Pelo menos assim me explicou uma amiga que me contou a história deliciosa com que vos deixo.



O filho desta minha grande amiga, miúdo mais que giro e inteligente que só visto, por sinal, teve no colégio um tal teste para se preparar para o tal exame (ele está na segunda classe).
As perguntas, que não consegui apurar se eram retiradas de exames oficiais antigos ou não, eram normais até que surge a seguinte:
Numa casa há 5 crianças (3 rapazes e 2 raparigas) a mãe está grávida (pode ser um bebé ou gémeos). Quantos irmãos somos? Ele teve a resposta errada porque só contou com os 5 já nascidos. E muito bem... Um não nascido (ou mais) conta como irmão??? 
A resposta certa era 6 ou 7. Mas é isto que andam a ensinar aos nossos filhos? (é isto que o meu pequeno irá aprender no futuro???) Ora expliquem-me lá onde diz que as 5 crianças são irmãs e não primas, ou 3 filhos do Pai e 2 da Mãe sem nenhum comum do casal?
E quem disse que gémeos só podiam ser 2... Ah... espera... se fossem mais tinham de dizer que a mãe podia estar grávida de um ou de trigémeos??? E quem disse que o(s) bebé(s) vão nascer? A mãe já passou dos 3 meses de gravidez???

É a lógica de que 5 laranjas menos duas maçãs são 3 frutos LOL LOL LOL

De pequenino... se tem de lidar com a estupidez dos adultos, é o que é!


Dó.

19 março 2013

Fase das birras, dos guinchos e de atirar coisas para o chão! OMG!

Pois é... quem tem filhos tem cadilhos ou, pelo menos, em determinada altura, birras, guinchos e objectos voadores! E nem no dia do pai isto altera!


O meu está com 15 meses e é um doce (dá festinhas, beijinhos e abraços e leva-nos com as suas caras reguilas/fofas), mas também é obstinado e gosta de uma pequena birra quando não tem o que quer, normalmente a pá, a vassoura, a rua, a água -seja da piscina ou da torneira!

Para além das birras adora atirar coisas para o chão (na verdade esta parte já acontece há uns meses) depois fica à espera que lhe devolvam o objecto perdido. Li algures ou disseram-me que isto era a forma dos bebés se sentirem superiores. E que até é importante para um desenvolvimento normal, mas quer dizer, apanhar uma vez ainda vá, agora 10???!!!???

Acresce ainda os guinchos!!! OMG!!! Não se aguenta. Guincho estridente para aqui e guincho estridente para ali! Um chamar de atenção, como é óbvio!
E o que fazer? Para todas as  pessoas à volta é óbvio.  A frase recorrente é "Tens de contrariar, não podes deixar!" Pois... ora isso sei eu! Mas o que fazer?

Perguntei ao pediatra e ele respondeu: "Ignorar". E explicou tudo isso são chamadas de atenção. Se a pessoa ralhar, na realidade está a falar com ele, a dar importância. Mas até que ponto e até quando não se deve ligar? E se ele começa aos guinchos num restaurante???!!!???
Bem, devo dizer que ele não é de todos dos piores, portanto vou seguir esta técnica e ver o que dá... Mas se alguém tiver melhor solução...

A ignorar um ou dois guinchos, despeço-me,

Dó
P.S: Parece que depois ainda há a fase de baterem neles próprios e nos Pais... Se passar por esta, tento dizer-vos como contornar!

*Foto: Google

05 março 2013

Os jovens e a Literatura

Quando somos jovens na escola secundária, tentam incutir-nos os gosto pela literatura... Livros como "Os Maias" de Eça de Queiroz ou a "Aparição" de Virgilio Ferreira são-nos "vendidos" como clássicos da literatura nacional, livros imperdiveis e que devemos adorar. Ou seja, são-nos impingidos. E o que é que acontece na maior parte dos casos? Ao final de 20 ou 30 páginas já deitamos os clássicos pelos olhos e passamos para os resumos da Europa-América.

O mesmo se passa com a poesia. Lemos poemas incriveis e depois obrigam-nos a dissecá-los. "O que é que pensas que o poeta queria dizer com isto?" perguntam, para muitas vezes nos dizerem que estamos errados na nossa interpretação. Lembro-me de pedir à minha mãe para me ajudar a estudar Fernando Pessoa, poeta que adora, e quando tentava com ela dissecar os poemas a resposta foi "A poesia não se explica, sente-se!".

Resultado, eu que sempre gostei de ler, acabei o secundário a afirmar que não gostava de poesia. Felizmente mais tarde percebi que estava errada. Gosto de poesia, gosto de prosa, gosto de ler e gosto de escrever (ou não tinha um blog!)! Apenas estava a ser mal orientada por um sistema de educação que me impingiu livros que por muitos bons que sejam (como é o caso d'Os Maias), eu não tinha idade/maturidade para ler e a dissecar a poesia em vez de a sentir.

É claro que temos que aprender as regras gramaticais, os recursos estilisticos, etc, etc, mas a verdade é que a maior parte das pessoas da minha geração nada ou pouco lê e escreve mal. Missão não cumprida. Não seria melhor fomentar o gosto pela leitura e ensinar as regras com livros adequados à idade, ainda que não sejam o supra-sumo da literatura? Se assim fosse, os jovens continuariam a ler pela vida fora e haviam de chegar aos clássicos, como aconteceu comigo e com tantos outros.

Fui só eu que fiquei com o trauma, ou é geral?? Terei tido más experiências com os professores de Português? Qual foi a vossa experiência?

Deixo-vos com um poema de Fernando Pessoa (ortónimo), que adoro!


Boas leituras,

Mi.