Mais uma sugestão para animar o nosso fim de semana!
09 março 2013
08 março 2013
Teoria do fim do mundo
O fim do mundo está ao alcance de todos, diáriamente. Basta ligar a televisão no telejornal ou nos canais de noticias... Como dizia o outro "É a vida"!
(Felizmente também nos trazem imagens de resistência!)
Mi.
07 março 2013
Eu fui à Gulbenkian e vi maminhas!!
Tenho um amigo que é um grande maluco (mas daqueles bons!) e um frequentador assíduo dos concertos da Gulbenkian. Pode mesmo dizer-se que os bilhetes que tem são para toda a temporada.. aliás, para todas as temporadas, uma vez que este é um vício que o "corrompe" já há vários anos!!
Depois de desafios constantes e da minha agenda (e a minha vontade, por vezes! afinal lembrava-me das muitas "secas" que os meus pais e tios me tinham dado em criança..) não se coadunar com os concertos em que solicitava a minha companhia com o intuito de me apresentar "um mundo completamente novo", lá cedi no passado dia 21 de Fevereiro.
Encostei a constipação à box, vesti uma camisola de gola alta e um casaco de peles (falso, claro está!) e calcei as luvas. Dirigi-me à Gulbenkian e, assim que lá cheguei, tentei, em vão, avistar algum familiar ou conhecido (ia certamente ficar orgulhoso de me ver por ali!). Depois de todos se sentarem, escolhemos os melhores lugares ainda livres. Últimas gargalhadas, últimos comentários - V.: "Parece que este é meio religioso!" Sol.: "Óptimo! Eu sou uma pessoa religiosa!" - e última hipótese para tossir.
Silêncio.
Silêncio absoluto. Quem tossia levava um shiuuuu imediato. (deixei de ter tosse nesse momento!!)
Avista-se a orquestra. Em cima desta, num palco, estão algumas pessoas. E o coro? Aparece atrás de uma cortina semi-transparente.
Le Martyre de Saint Sébastien..
Le Martyre de Saint Sébastien..
A orquestra e o coro - únicos elementos que achei que ia ver! - são interrompidos pelos actores-cantores que narram a história, a falar ou a cantar, com roupas absolutamente contemporâneas. Os vídeos que também se juntam a esta festa são, na sua maioria, imagens de tatuagens a serem feitas - ao jeito actual e não àquele em que eram feitas na altura em que São Sebastião foi martirizado.
Por fim, e depois da confusão instalada na minha cabeça (imaginem como estaria a das pessoas de mais idade, habitués destes concertos e que compram bilhetes para toda a época!!), a personagem da empregada revela-se afinal a segunda mais importante. São Sebastião passa a iluminação do local onde aquela se açoita com flores, depois de ter retirado a roupa que lhe tapava a parte de cima do corpo.
Uma mulher loira, descalça, só de calças, a açoitar-se virada para o público. Durante cinco ou mais minutos, flores e maminhas ocuparam todo o espaço visual de toda e qualquer pessoa que não tenha tapado os olhos. Acompanhadas de silêncio absoluto..
Noventa minutos depois da minha entrada numa sala para assistir a um concerto de música clássica, termina assim a minha aventura. V.: "Por muito que tenha sonhado, nunca imaginei um dia ver maminhas num concerto clássico da Gulbenkian!" Sol.: "As minhas expectativas foram defraudadas.. agora tens que me trazer a um concerto verdadeiramente clássico!!". Atrás de nós, uma senhora de meia idade soltava o ataque de riso que tinha contido durante todo o concerto.. e eu, contagiada, acompanhei-a!!
Para todos os que não se deixam entusiasmar com os concertos da Gulbenkian, repensem a vossa posição. Principalmente os homens.. iam gostar de ver aquelas maminhas!! O V. confirma, não é V.?
sol.
*Foto: Gulbenkian
06 março 2013
Interdito a Homens: Jantar de mulheres!
Por culpa de uma amiga, no outro dia reunimo-nos 5 para um jantar de mulheres! Foi fora e ninguém marcou restaurante. Em zona badalada de plena cidade de Lisboa a um sábado à noite, não foi fácil encontrar espaço. Esfomeadas, entrámos no primeiro restaurante que tinha lugar sem tempo de espera de pelo menos 20 m.
O restaurante era talvez demasiado calmo para conversas de mulher... Por isso, entre sussurros ouviam-se gargalhadas, que tentávamos comedidas. E é também verdade que muitas das conversas não passaram despercebidas aos empregados. Aliás, muitas vezes ficava uma ou outra palavra no ar quando, como costumam dizer, "passava um anjo", ou, para quem não conhece a expressão, ficava tudo em silêncio... Mais um motivo para uma gargalhada não tão estridente como gostaríamos, mas não tão educada como seria próprio.
De tudo falámos... Mas não foram os homens nem o tão famoso "corte e costura" temas de conversa... Sim, porque estes temas de conversa, ainda que aconteçam, não são uma constante num encontro feminino (ao contrário do que alguns, normalmente menos conhecedores, insistem em afirmar).
Os motivos foram mais variados e, à luz das idades presentes na mesa (trintas e quarentas), versaram sobre tempos mais ou menos remotos da adolescência até aos filhos bebés ou adolescentes, passando pelo mundo animal. Lembro-me especialmente das lontras... Pois é... Ficámos a saber que este animal tão fofinho tem um sexo gigante e que quando parece estar a fazer gracinhas, está na realidade a acariciar-se... Rimo-nos com a imagem dos pais e avós no Oceanário a dizerem aos filhos... "Olha que querida!"!!!
Mas de volta aos filhos... conseguimos ir mais atrás... às gravidezes... O que gostámos e o que não gostámos... Pior... a altura do parto... Aliás, a altura em que qualquer mulher tem de perder o pudor... Como em conversa foi dito com tanta graça! Como se pode ter pudor quando alguém chega e diz "Vamos lá ver isso..."? Ou então quando vem uma enfermeira e dispara "Oh querida, tem de ser..."! Aliás, frase que indica de imediato que o que aí vem não é de todo agradável!
E a conversa mais ou menos controversa, mas sempre de morrer a rir (apesar do riso mais ou menos contido) foi-se desenrolando entre melhores e piores experiências. Duma coisa fiquei ciente: Não trocava a minha cesariana marcada por nada!!! Já a Sol, que nesta fase da conversa ia mais ouvindo que falando (solteira, imparável e com um afilhado que já lhe preenche tanto a vida... não podia falar por experiência própria), acabou por comentar: "Depois desta conversa os meus 7 filhos vão ser adoptados"! E pronto!!! Gargalhada geral!
Sem cortes na casaca, sem falar de homens (desta vez, pelo menos), os filhos foram inevitáveis, mas muito mais se falou sem tabus e sem guião... Talvez por ser interdito a homens!!!
À espera do próximo encontro,
Dó.
*Foto: Google
05 março 2013
Passatempo Miss Marshmallow Clothing
É já amanhã que termina este passatempo!! Se ainda não concorreste, vê como aqui!!
*Foto: Miss Marshmallow Clothing
Os jovens e a Literatura
Quando somos jovens na escola secundária, tentam incutir-nos os gosto pela literatura... Livros como "Os Maias" de Eça de Queiroz ou a "Aparição" de Virgilio Ferreira são-nos "vendidos" como clássicos da literatura nacional, livros imperdiveis e que devemos adorar. Ou seja, são-nos impingidos. E o que é que acontece na maior parte dos casos? Ao final de 20 ou 30 páginas já deitamos os clássicos pelos olhos e passamos para os resumos da Europa-América.
O mesmo se passa com a poesia. Lemos poemas incriveis e depois obrigam-nos a dissecá-los. "O que é que pensas que o poeta queria dizer com isto?" perguntam, para muitas vezes nos dizerem que estamos errados na nossa interpretação. Lembro-me de pedir à minha mãe para me ajudar a estudar Fernando Pessoa, poeta que adora, e quando tentava com ela dissecar os poemas a resposta foi "A poesia não se explica, sente-se!".
Resultado, eu que sempre gostei de ler, acabei o secundário a afirmar que não gostava de poesia. Felizmente mais tarde percebi que estava errada. Gosto de poesia, gosto de prosa, gosto de ler e gosto de escrever (ou não tinha um blog!)! Apenas estava a ser mal orientada por um sistema de educação que me impingiu livros que por muitos bons que sejam (como é o caso d'Os Maias), eu não tinha idade/maturidade para ler e a dissecar a poesia em vez de a sentir.
É claro que temos que aprender as regras gramaticais, os recursos estilisticos, etc, etc, mas a verdade é que a maior parte das pessoas da minha geração nada ou pouco lê e escreve mal. Missão não cumprida. Não seria melhor fomentar o gosto pela leitura e ensinar as regras com livros adequados à idade, ainda que não sejam o supra-sumo da literatura? Se assim fosse, os jovens continuariam a ler pela vida fora e haviam de chegar aos clássicos, como aconteceu comigo e com tantos outros.
Fui só eu que fiquei com o trauma, ou é geral?? Terei tido más experiências com os professores de Português? Qual foi a vossa experiência?
Deixo-vos com um poema de Fernando Pessoa (ortónimo), que adoro!
Boas leituras,
Mi.
O mesmo se passa com a poesia. Lemos poemas incriveis e depois obrigam-nos a dissecá-los. "O que é que pensas que o poeta queria dizer com isto?" perguntam, para muitas vezes nos dizerem que estamos errados na nossa interpretação. Lembro-me de pedir à minha mãe para me ajudar a estudar Fernando Pessoa, poeta que adora, e quando tentava com ela dissecar os poemas a resposta foi "A poesia não se explica, sente-se!".
Resultado, eu que sempre gostei de ler, acabei o secundário a afirmar que não gostava de poesia. Felizmente mais tarde percebi que estava errada. Gosto de poesia, gosto de prosa, gosto de ler e gosto de escrever (ou não tinha um blog!)! Apenas estava a ser mal orientada por um sistema de educação que me impingiu livros que por muitos bons que sejam (como é o caso d'Os Maias), eu não tinha idade/maturidade para ler e a dissecar a poesia em vez de a sentir.
É claro que temos que aprender as regras gramaticais, os recursos estilisticos, etc, etc, mas a verdade é que a maior parte das pessoas da minha geração nada ou pouco lê e escreve mal. Missão não cumprida. Não seria melhor fomentar o gosto pela leitura e ensinar as regras com livros adequados à idade, ainda que não sejam o supra-sumo da literatura? Se assim fosse, os jovens continuariam a ler pela vida fora e haviam de chegar aos clássicos, como aconteceu comigo e com tantos outros.
Fui só eu que fiquei com o trauma, ou é geral?? Terei tido más experiências com os professores de Português? Qual foi a vossa experiência?
Deixo-vos com um poema de Fernando Pessoa (ortónimo), que adoro!
Boas leituras,
Mi.
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Virgilio Ferreira
04 março 2013
As sugestões de... Ana Carreira
Livro de cabeceira | Livro do Desassossego, Fernando Pessoa
Álbum preferido | Impossível. Impossível responder a isto!! Agora ando numa de bandas sonoras de grandes filmes. Ossos do ofício:)
Melhor local para almoçar | Sentido do Mar, na eterna Praia do Norte, Santo António da Caparica
E para jantar | Prefiro eleger o momento. Aquele jantar especial onde se trocam confidências, sorrisos e afectos à volta de uma mesa. Com os nossos. Aqueles nossos:)
Destino favorito de férias | Praia. Praia. Praia. Praia. E Portugal tem as melhores do Mundo:) (Às vezes, acho que sofro de uma compulsão qualquer). Mas já me chamaram trota-mundos. Dentro dos últimos sonhos cumpridos, não esqueço Botswana, Cambodja e Vietname. Viajar é crescer.
Marca preferida | Coca-cola
Marca portuguesa | Sabonetes Ach-Brito
Melhor sítio para fazer compras | Qualquer rua de Lisboa. Qualquer mercearia do nosso bairro. Tudo menos centros comerciais.
É louca por | Cães, Mar, Viagens e Afectos. E espíritos em estado livre. Cada vez são mais raros.
Muito agradecemos à nossa querida locutora da M80 por ter largado os headphones e os discos por uns minutos, para responder às nossas sugestões!!
*Foto: Ana Carreira
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03 março 2013
Ao fim de semana damo-vos música ::62::
Mais música portuguesa... E esta deixa-me sempre bem-disposta!
02 março 2013
01 março 2013
Teoria do Tarot
Quando sai bem, é verdade! Quando o presságio é mau, quem leu não percebe nada daquilo!
Dó.
*Foto: Google.
Dó.
*Foto: Google.
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