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18 maio 2015

Mães, Não faz mal admitir que... #3#

Fazer uma pausa (com ou sem kit kat) é tarefa impossível quando se tem uma criança pequena. Convenhamos que mesmo com marido em casa ou empregada... naquele momento, aquele em que pensamos vou sentar-me aqui 5 minutos (só 5 minutos) ouve-se uma voz ao fundo que vai subindo em crescendo "Mãe, Mãe, Mãe... ó Mãe!" E se não é "Mãe", é "Mamã" e se não for nada disto é um choro que só pára com o aconchego do colo materno!


Levantamo-nos, caso nos tenhamos chegado a sentar, e tratamos das necessidades que o pequeno possa ter naquele momento. De todas... (pensamos nós). Tudo feito... Vamos sentar-nos só 4 minutos, mas ainda nem 30 segundos passaram e surge uma nova onda de "Mãe, Mãe, Mãe... ó Mãe!" ou de "mamã" ou de choro, consoante a idade e a fala! Lá vamos nós outra vez... 
Cansadas muito cansadas e já sem espaço próprio... A precisar de 5 segundos com o silêncio dos nossos pensamentos, encontramos um novo refúgio sagrado. A casa-de-banho... De porta trancada pensamos: "Aqui não me chateiam" até ouvirmos baterem à porta enquanto gritam "Mãe, Mãe, Mãe... ó Mãe!" ou "mamã" ou simplesmente um buáááááá!

E nesse momento pensamos: Chega. Preciso de sair!

Não há mãe que não passe por isso e não significa que ame menos o(s) seu(s) filho(s) por assim pensar.

Não faz mal admitir que precisamos de tempo para nós, que precisamos descansar, regarregar baterias e pensar em silêncio (antes das 23h de preferência)!

Espero que consigam os vossos 5 minutos (não de fama, mas de sossego),

Dó.

P.S: E já sabem que há outras coisas que não faz mal admitir. Duas já falei. Podem ler aqui e aqui.

15 maio 2015

É aquele tipo de marido... #2#

Hello,

Ora aqui vamos nós para a definição do segundo tipo de marido nesta rubrica sem periodicidade e obrigatoriedade. Quem não leu o primeiro pode fazê-lo aqui.
E como os opostos se atraem nada mais lógico que depois de falar do Marida, abordar o...

Cave-Marido

Descendente directo dos homens das cavernas, este marido saltou gerações e gerações de evolução humana. Aliás, em algumas área acompanhou os tempos, até porque é fã de minis e de plasmas topo de gama... Quanto maiores, melhor para ver a bola, certo?
Este é aquele tipo de marido que chega a casa e se senta no sofá, à espera que os filhos se orientem por eles próprios e que o jantar caminhe até ele! Põe os pés em cima da mesa de centro e "manda vir" porque a criancinha lhe interrompeu a final da Champions! Grita e barafusta, aterrorizando tudo e todos com o seu palavreado menos próprio. Acha-se muito macho. Ele quer pode e manda! E como é tão macho pensa que todas as mulheres morrem de amor por ele, quando na verdade é só a dele que é cega de amor!
Mas também tem algumas coisas positivas, pode sempre contar-se com ele para qualquer trabalho que seja adequado ao estatuto de homem, como por exemplo, levar o carro à revisão, montar uma estante em casa (desde que com a mini ao lado), levar as crianças ao futebol... Essas coisas másculas!
A mulher deste marido só poder ser uma pessoa do  género mais submissa, porque se tentar vestir calças a casa explode!!!

É este o vosso? Acho que ainda não acertei no meu,

Dó.

P:S: Não precisa de ser careca e ter barriga de cerveja, porque isso vem com a idade e este género há em todas as faixas etárias ;)

*Foto google

24 abril 2015

Não faz mal admitir que... #1#

Como sou mãe e falo com mães regularmente, resolvi fazer uma série de posts sobre algumas questões que nós, mães, muitas vezes temos pudor (diria) em assumir, mas que, na verdade não têm mal nenhum, até porque não há mães perfeitas ou a haver são muito poucas (eu não conheço!)... Aliás, se calhar até há muitas mães perfeitas, se partirmos do principio que a Mãe perfeita é aquela que faz tudo o que acha ser o melhor para o(s) filho(s)!
 
Nesta primeira série de posts, sem periodicidade ou seguimento, falo-vos da gravidez. Porque não faz mal admitir que... Odiei estar grávida.

Eu simplesmente não gostei nada... Sempre quis ser mãe, pelo menos desde que me lembro enquanto pessoa, mas não me dei bem com a gravidez.

9 meses de pânico. Será que esta tudo bem? Semanas infindáveis de um peso extra com tal pressão na barriga que era um incomodo constante! Pontapés que magoavam e falta de pontapés que levava a inquirir se estava tudo bem! Consultas que nunca mais acabavam  e mil análises com medo de agulhas, ecos muito giras a ver mãos e cabeça (quando se consegue perceber), mas pejadas de medos e com um enorme alivio final, diabetes gestacional e, como tal, fome!!!

Se valeu a pena? Claro! Se o meu filho é a coisa mais importante da minha vida? Sem duvida! Se para o ter voltaria a passar por tudo? Óbvio! Se o estado para mim foi de graça? Ele ter nascido foi, a gravidez foi mais estado de desgraça!



Bem sei que há quem passe muito bem e adore... Ainda bem! Não foi o meu caso e admito, porque sou humana: Odiei estar grávida!


08 abril 2015

Voltei, voltei, voltei de lá... por uma "amiga farebookiana"!

O Dó Mi Sol esteve parado, mas não esquecido. Só que nestas encruzilhadas da vida, somos umas tantas ou quantas vezes atropeladas e nem sempre é por um descapotável cheio de pinta com um cavalo como símbolo, às vezes é mesmo por um camião...

Sim, juro(amos) que foi isso... Muita coisa para fazer e pouco tempo para escrever... Juro(amos) que não parámos hipnotizadas pelas novelas ou os segredos da vida de alguns portugueses que enchem as noites dos canais nacionais!

Mas parece que estamos aos poucos a sair do coma... E como fui acordada? Chegou hoje uma lufada de ar fresco via facebook. Pois é... e como lá escrevi, Portugal é como uma pipoca (salgada)... há sempre alguém que conhece alguém ou algum blog.

Passo a explicar: Há uns tempos fui convidada para um grupo secreto (calma nada a ver com maçonaria ou casas com segredos), um grupo de Mães para Mães... Um grupo onde as Mães se inter-ajudam, se revêem umas nas outras e onde se fala de tudo e muito mais do que de filhos (aliás a coisa mais importante da nossa vida), mas os vernizes também são focados ;)
Gosto imenso deste grupo. Tanto que a Sol (solteira e boa rapariga) já goza comigo... Deve achar que estou gruppie do grupo. No entanto, as mães de lá compreendem-me com certeza... Temos muito em comum, desanuviamos e ainda opinamos ;)

Bem, mas voltando ao cerne da questão. Como se diria em bom português, fomos percebendo num post que várias de nós éramos "blogueiras", daquelas sem pretensão de viver disso (mas se quiserem o meu NIB, uns trocos dão sempre jeito ahahahah).

Acabei por dizer que tinha um blog, este blog. E uma "amiga facebookiana", uma pessoa que conheço apenas no grupo e com quem gosto muito de dialogar ainda que apenas via teclado, disse-me que seguia este blog e acabou com um peremptório "Fui agora ver, Dezembro de 2013?!?! Cumé?"
E aqui estou eu. Este post é para a AFR e para este grupo secreto... Pode ser que venham mais e mais posts... Esperemos que sim. Com a Mi ainda não consegui falar, mas a Sol também está cheia de vontade...

E assim, com uma conversa farebookiana, se sai de um coma de mais de um ano!!!

Dó.

P.S: A imagem que ilustra este post tem a ver com acordar, mas foi também escolhida porque é vintage e isso está na moda, não é??? LOL LOL LOL

*Imagem do google

13 novembro 2013

As mulheres e a auto-crítica!

Se há ser que padece de síndrome agudo de auto-crítica é a mulher! Talvez porque acha que deve levar o peso do mundo, ou pelo menos da educação dos filhos, aos ombros e mesmo assim estar fresca e fofa, sempre arranjada para os homens ou, na verdade, para as outras mulheres que acabam por ser também as nossas e delas maiores críticas. 

Se calhar se nós, seres complicados do sexo feminino, relaxássemos, e fizemos um pouco de "editing" nas críticas teríamos uma melhor noção da realidade.

Ultimamente fizeram-se dois vídeos, com os quais, enquanto mulher, não posso deixar de me identificar e que fazem um auto-retrato fiel da mulher e da mulher/mãe. 
No primeiro a mulher auto-descreve-se e um retratista, sem a ver, desenha-a. Depois são as amigas que a descrevem e novo desenho. O primeiro é triste, feio (ou menos bonito que a própria), o segundo... vejam o vídeo e descubram. 
No segundo vídeo as mulheres descrevem-se enquanto mães e, obviamente, só falam (ou praticamente) do que acham que lhes falta para serem boas (ou melhores mães), depois é a altura dos filhos as descreverem e... vejam as diferenças! 

Quanto a mim neste papel, devo dizer que percebi que o "mamã" apaixonado do meu filho, o abraço ternurento, o sorriso com que me recebe após cada ausência, indicam que, apesar de às vezes achar que sou péssima (não há mãe a quem isto não aconteça - acho!), sou das melhores Mães do mundo!


Vale a pena ver... Acho tão bem feitos que não posso deixar de partilhar!








E agora? Não se sentem mulheres lindas e mães fantásticas?

Até ao próximo post,

Dó.

06 março 2013

Interdito a Homens: Jantar de mulheres!

Por culpa de uma amiga, no outro dia reunimo-nos 5 para um jantar de mulheres! Foi fora e ninguém marcou restaurante. Em zona badalada de plena cidade de Lisboa a um sábado à noite, não foi fácil encontrar espaço. Esfomeadas, entrámos no primeiro restaurante que tinha lugar sem  tempo de espera de pelo menos 20 m.



O restaurante era talvez demasiado calmo para conversas de mulher... Por isso, entre sussurros ouviam-se gargalhadas, que tentávamos comedidas. E é também verdade que muitas das conversas não passaram despercebidas aos empregados. Aliás, muitas vezes ficava uma ou outra palavra no ar quando, como costumam dizer, "passava um anjo", ou, para quem não conhece a expressão, ficava tudo em silêncio... Mais um motivo para uma gargalhada não tão estridente como gostaríamos, mas não tão educada como seria próprio.

De tudo falámos... Mas não foram os homens nem o tão famoso "corte e costura" temas de conversa... Sim, porque estes temas de conversa, ainda que aconteçam, não são uma constante num encontro feminino (ao contrário do que alguns, normalmente menos conhecedores, insistem em afirmar). 

Os motivos foram mais variados e, à luz das idades presentes na mesa (trintas e quarentas), versaram sobre tempos mais ou menos remotos da adolescência até aos filhos bebés ou adolescentes, passando pelo mundo animal. Lembro-me especialmente das lontras... Pois é... Ficámos a saber que este animal tão fofinho tem um sexo gigante e que quando parece estar a fazer gracinhas, está na realidade a acariciar-se... Rimo-nos com a imagem dos pais e avós no Oceanário a dizerem aos filhos... "Olha que querida!"!!!

Mas de volta aos filhos... conseguimos ir mais atrás... às gravidezes... O que gostámos e o que não gostámos... Pior... a altura do parto... Aliás, a altura em que qualquer mulher tem de perder o pudor... Como em conversa foi dito com tanta graça! Como se pode ter pudor quando alguém chega e diz "Vamos lá ver isso..."? Ou então quando vem uma enfermeira e dispara "Oh querida, tem de ser..."! Aliás, frase que indica de imediato que o que aí vem não é de todo agradável!
E a conversa mais ou menos controversa, mas sempre de morrer a rir (apesar do riso mais ou menos contido) foi-se desenrolando entre melhores e piores experiências. Duma coisa fiquei ciente: Não trocava a minha cesariana marcada por nada!!! Já a Sol, que nesta fase da conversa ia mais ouvindo que falando (solteira, imparável e com um afilhado que já lhe preenche tanto a vida... não podia falar por experiência própria), acabou por comentar: "Depois desta conversa os meus 7 filhos vão ser adoptados"! E pronto!!! Gargalhada geral!

Sem cortes na casaca, sem falar de homens (desta vez, pelo menos), os filhos foram inevitáveis, mas muito mais se falou sem tabus e sem guião... Talvez por ser interdito a homens!!!

À espera do próximo encontro,

Dó.

*Foto: Google